03 Novembro 2009

I Seminário Internacional Arquivos de Museus e Pesquisa


O Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP) e a Pinacoteca do Estado de São Paulo convidam a todos a participar do Seminário.
O objetivo deste seminário é reunir profissionais e estu­diosos de arquivos, museus e instituições de artes visuais para estreitar experiências e constituir diálogos em torno do papel dos arquivos dentro das instituições mu­seológicas. O evento pretende expor e abordar conceitos, práticas e funções dos arquivos no âmbito dos museus e, mais especificamente, nos museus de arte.
Quando: 9 e 10 de novembro de 2009
Local: Auditório do Museu de Arte Contemporânea da USP
Endereço: Rua da Reitoria, 160 - Cidade Universitária/Butantã - São Paulo/SP.
Inscrições a partir de 9 de outubro de 2009 na Secretaria Acadêmica do MAC USP das 10h30 às 12 horas e das 14h30 às 17 horas (exceto terças-feiras e finais de semana)
Endereço: Rua da Reitoria, 109A – Cidade Universitária/Butantã - São Paulo/SP.
Taxa de inscrição R$ 50,00 R$ 25,00 (Estudantes, membros da ARQ-SP e do ICOM)
Informações pelos telefones (11) 3091-3559 e (11) 3091-3161 ou pelo e-mail ceema@usp.br
Realização: Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo
www.mac.usp.br
Pinacoteca do Estado de São Paulo www.pinacoteca.org.br

28 Setembro 2009

Doutoramento em História e Filosofia da Ciência, com especialidade em Museologia

O Centro de Estudos de História e Filosofia da Ciência, promove o curso de
Doutoramento em História e Filosofia da Ciência, com especialidade em
Museologia, a ser leccionado já no ano lectivo de 2009/2010. O mesmo tem
como objectivo, desenvolver competências, aptidões e métodos avançados de
investigação no domínio científico da História e Filosofia da Ciência, com
especialização em Museologia com vista à investigação em unidades
nacionais e internacionais, à inserção profissional em instituições ou
redes de programação e cultura e ciência, públicas e privadas. O programa
encontra-se em anexo, onde poderá obter mais informações e condições de
acesso.
Acesso: http://br.groups.yahoo.com/group/gehct/attachments/folder/1071361631/item/list

18 Setembro 2009

LIVRO MUSEU MEFISTOFÉLICO



A coordenação do Programa de Pós-Graduação Cultura e Sociedade (PGCult) e do Núcleo de Educação de Jovens e Adultos (NEJA) da Universidade Federal do Maranhão convida toda a comunidade acadêmica a participar do lançamento dos livros de autoria dos professores Alexandre Fernandes Corrêa, Elisângela Santos de Amorim, Jeferson Francisco Selbach, João de Deus Viera Barros, José Fernando Manzke, José Odval Alcântara Júnior, Paula Trindade da Silva Selbach e Ricieri Carlini Zorzal.

O lançamento ocorreu 18 de setembro, às 18h30, no Palácio Cristo Rei (Rua Rio Branco, Centro).

Lugar: UFMASCOM
Fonte: Andrea Barros/Ascom
Notícia alterada em: 17/09/2009 14h17

21 Agosto 2009

Bruno Giorgi














Bruno Giorgi (Mococa SP 1905 - Rio de Janeiro RJ 1993). Escultor, professor. Muda-se com a família para Roma, em 1911. No início da década de 20 estuda desenho e escultura. Participa de movimentos antifascistas. É preso e condenado a sete anos de prisão. Após ter cumprido quatro anos da pena é extraditado para o Brasil, por intervenção do embaixador brasileiro na Itália Em 1937, em Paris, freqüenta as academias La Grande Chaumière e Ranson e conhece, nesta última, Aristide Maillol, que passa a orientá-lo. Convive com Henry Moore, Marino Marini e Charles Despiau. Em 1939, em São Paulo, trabalha com os artistas do Grupo Santa Helena e participa da Família Artística Paulista. A convite do ministro Gustavo Capanema, em 1943, vai a trabalho para o Rio de Janeiro e instala ateliê na Praia Vermelha, onde dá aulas, entre outros, para Francisco Stockinger. Dos monumentos públicos de sua autoria destacam-se Monumento à Juventude Brasileira, 1947, nos jardins do Ministério da Educação e Saúde, atual Palácio da Cultura, no Rio de Janeiro; Candangos, 1960, na Praça Três Poderes, e Meteoro, 1967, no lago do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; Integração, 1989, no Memorial da América Latina, em São Paulo
Fonte: Itaú Cultural
Atualizado em 13/01/2005

30 Julho 2009

DJANIRA Sobrado de São Luís



Djanira da Mota e Silva (1914-1979)
Descendente de austríacos e de índios guaranís, ela era uma rara combinação do sangue ariano com o indígena. Djanira nasceu em 1914 na cidade de Avaré, Estado de São Paulo, mudando-se logo nos primeiros anos para Porto União, em Santa Catarina, onde teve uma infância de duro trabalho na lavoura.
Já adolescente, voltou para Avaré, depois seguiu para São Paulo, morando em quarto de pensão e trabalhando dez ou doze horas seguidas por dia, como vendedora ambulante, momento em que chegou a sentir saudades da vida rural.
Vivendo em ambiente insalubre, ganhando pouco e se alimentando mal, trabalhando além de suas forças, o que não queria acabou acontecendo: um exame médico diagnosticou tuberculose em grau avançado, o que determinou seu internamento no Sanatório Dória, de São José dos Campos, onde, em breve, estava sendo transferida para o pavilhão de pacientes terminais.

17 Julho 2009

Curso: AS CIDADES E OS MUSEUS (Discutindo Acervos)


O curso pauta-se na relação entre a cidade a ser estudada e os seus Museus.
Em cada módulo, analisaremos a formação de duas cidades e o acervo de um determinado Museu.

Temas:
Florença e a Galeria Ufizzi
Paris e o Museu D’Orsay

Aulas no Leblon (Rio Flat Design)
Rua Almirante Guilhem, 332 - sala de tv

As cidades e seus Museus: discutindo acervos
PERÍODO: 12/08 a 02/09
4ª feira das 19:30 às 21:00h
Duração: 4 aulas
Valor: parcela única de R$ 200,00 até dia 07/08/09
após essa data R$ 240,00
Valor por aula: R$ 70,00

Acompanhe as novidades da Imagem Cultural pelo twitter: www.twitter.com/imagemcultural

Mais informações pelo telefone: 21 2220-5243
ou no site www.imagemcultural.com.br

10 Julho 2009

LANÇAMENTO DO LIVRO MUSEU MEFISTOFÉLICO


Prefácio

Alexandre Corrêa me solicitou um comentário que valesse como apresentação ou prefácio de seu terceiro livro e a primeira impressão que me vem da leitura é a sedução, a magia que me envolveu de tal forma que não consegui parar de ler enquanto houve página para ser virada. O tempo inteiro eu queria saber o que me esperava na próxima frase, no capítulo seguinte. Como falava Nise da Silveira, “algum gnomo”, da cor da mata onde a polícia seqüestrou oferendas aos deuses do povo da África, brincava com minha curiosidade e a pretensão deste meu ex-aluno feito amigo pelos encontros da vida, de “destabuzar a magia”: – Vão desejo que a Antropologia incita, mas não tem mana para dar aos visionários, que apenas são tragados pela magia de seu objeto de estudo, cercado e penetrado por todas as setas da teoria, do conhecimento científico, sem que o antropólogo tenha poder para rasgar o “véu diáfano da fantasia”, as vestes de Perséfone, que comanda o “retorno do encoberto”, no eterno jogo do esquecimento e da memória.
É excelente ler um livro que nos mergulha na voragem que arrasta um autor numa grande aventura como esta a que se propôs este caçador da materialidade e da imaterialidade da cultura que pode ser categorizada como o “nosso patrimônio”. Teria se sentido assim Dante Milano, pastor da noite boêmia carioca com Jaime Ovale,
Orestes Barbosa e Manuel bandeira; para na manhã seguinte, com o sol invadindo a sala de um Secretário de Segurança do Distrito Federal – seu chefe na luz crua do dia – quando a cotidianidade do emprego lhe devolvia a materialidade humana; para enxergar nos espólios das rasias policiais algo mefistofélico que deveria ser
guardado para ser desvendado pelas futuras gerações?
Que demônios, ninfas ou desencarnados escapavam de corpos mutilados de escravos, e de feitores cheios de ódio constituindo as falanges que marcaram Dante Milano como “o poeta maldito do modernismo brasileiro”? Tudo isso se apresentou a Alexandre Corrêa que, num trabalho extraordinário de pesquisa, didaticamente nos mostra, através da análise histórica e dos olhares policial e antropológico, as abordagens que, até seu encantamento pela Coleção, foram empregadas no estudo da coleção de magia negra do Museu da Polícia, vinculado à Escola da Academia de Polícia.
Esses três capítulos iniciais, pelo rigor da pesquisa histórica e teórica, torna “Museu Mefistofélico e a distabuzação da magia” leitura obrigatória nos cursos de Museologia, Antropologia e História da Arte.
Nos capítulos ‘olhar modernista’, ‘olhar poético’ e ‘olhar mefistofélico’, o livro ganha dimensão inovadora, pela abordagem singular; a novidade de ampliação de perspectivas de análise do fenômeno museológico; e a incorporação de novas articulações interdisciplinares da museologia com a literatura e as artes plásticas.
O próprio Movimento Modernista amplia seu espectro de atuação quando, numa forma de dramatização do social, resgata dos botins policiais objetos tidos como diabólicos, portadores do mal, e os rearruma, roubando-os do contingente, e entronizando-os
como fragmentos não só etnográficos, mas etnológicos – marcas identitárias deste povo, que não poderá expurgar de sua etnia e de seu processo cultural, o imaginário do horror da escravidão, dos germens do mal, que alimentam o medo do desconhecido e do “encoberto”.
O autor constrói nova interpretação do significado cultural da Coleção Museológica de Magia Negra, através da exploração do mito de Mefistófeles no imaginário moderno, isto é: a Coleção tombada vai aparecer como um “processo de simbolização e encenação
museológica do mal, do diabólico e do satânico, na sociedade brasileira moderna”. Enfatizando este papel de congelamento de estados de espírito de elementos da sociedade, através da encenação de sentimentos (cultura imaterial) Alexandre foi muito feliz na escolha da epígrafe de Hegel: “Nada da herança histórica se perde jamais”.
No clima mágico do objeto que estuda, o autor é fascinado e fascina o leitor com a história cheia de episódios misteriosos, não só da organização, mas do tombamento, da preservação, do encobrimento e do descobrimento recorrente da Coleção de Magia Negra, desde sua criação em 1938. Dessa narrativa quase mítica, o episódio mais emocionante é a história do incêndio que quase destruiu a cena que congelou uma conjuntura, um tempo, em que o Brasil, tentando se branquear, criminalizou as crenças e as práticas que – do desespero da perda da liberdade e da condição humana, até o acalanto dos filhos do sinhô e a passagem de boçal a ladino – o negro introjetou no ser brasileiro.
Todas as vicissitudes que emergem dessa história prazerosamente lida, de que fazem parte medo, preconceito, desaparecimento e retorno inscrevem-se, no encantamento do
inexplicável, os caprichos do destino que determinou que fosse esta a primeira Coleção Etnográfica Tombada no país, no momento da criação de um órgão destinado à preservação da memória e do patrimônio artístico e cultural do Brasil.

Luitgarde Oliveira Cavalcanti Barros
Antropóloga, Professora de graduação e pós-graduação da
Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ.